Outro dia havia colocado um fragmento desse poema no meu perfil do Orkut e um colega disse:"- Mas, Cara, você tem o maior jeito de baiano!". Pois então, eu não sou baiano. Sim, é muito triste. De todo modo, essa "publicação" (se assim pode ser chamada) além de ser uma triste constatação é um tapa com luva de pelíca na tez de um alguém que diz que sou somente um poço de erotismo! Tá, sei que gosto um pouco de sexualidade, mas isso é porque sou carioca e carioca é uma criatura xxxxxxxxata demaixxx! De uma coisa eu agradeço: não ser de Niterói (desculpem as cores fortes!)
Sem mais delongoas eis que:
Eu não sou baiano
A altivez de minha voz
Faz a mim menos baiano
O horror a multidões
Afasta-me daquela gente bonita,
De pele preta, de pele branca
Aquela gente híbrida do pelourinho
O meu sotaque não tem swing
O meu jeito é sem axé
Aqui no Rio não tem acarajé
Não tem Bonfim, não tem Yemanjá
Aqui no Rio não tem Recôncavo.
Ah, o Recôncavo! Terra de gente bonita.
Terra dos Veloso, terra de Maria!
Gente sonora, que chora
Gente que canta
Essa gente que tem axé.
A Bahia é a terra de Caymmi
Dos meus baianos tão amados,
Os queridos Bárbaros tão doces.
Terra que não tenho e amo
Pela baianisse que nunca tive!
Caio Paz
2009-05-15
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5 comentários:
Ponto alto do post: "tapa com luva de pelíca." RIMUITO.
¬¬' eu AMO Niterói!mora em Ramos e ainda tem a cara-de-pau,é mole?
muito legal Caio,
senti um "Q" de cazuza no seu poema, não pelo tema não pela forma.
só pelo ato, talvez pelo tato.
adorei a rima do daniel no comentário! rs
ps: adorei o poema!
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