"Quarta-feira, 06 de dezembro, 2006.
O fim de mais uma estrada..
E eu não consigo escrever poesia, ainda. Eu não consigo seguir no escuro e marcar meus passos, nem cantar lembranças. Eu só posso lembrar de pessoas. Eu posso descrever cada um que me marcou nesses 17 anos. E eu não vou esquecê-los, nunca. Eu não vou esquecer o gosto amargo de cada palavra, o som reconfortante de cada sorriso, a importância de cada abraço. Pessoas me marcaram, não momentos. Afinal, eu nunca fui de aproveitar um momento até a última gota. Mas pessoas, sim. Com elas eu ri, chorei, amei, odiei, dancei, sonhei, beijei, prometi, abracei, aprendi. Cada uma me mostrou um pedacinho do intenso, me decifrou de uma maneira diferente, me apresentou um horizonte desonhecido. E hoje, cada valor que eu tenho, eu devo as pessoas. Cada inferno que eu vivi e cada céu que eu toquei, eu devo aos olhares, às palavras. Cada sentimento que me invadiu, eu devo as dores e aos afagos..
Eu vou seguir amando pessoas, sempre. De perto e de longe, demais e de menos. Eu vou aprendendo a congelar momentos. Vou, enfim, cantar as memórias com a melodia da melhor fase da minha vida.. E vou escrever poesia. Lembrando de cada pessoa e despindo cada lembrança.."
Não sou boa para me expressar com a minha simplicidade - muito menos com a minha er(il)udição. O texto acima eu escrevi em 2006, quando me formei no terceiro ano. Ele se encaixa perfeitamente para introduzir o meu primeiro post (direito) neste blog.
Enquanto me torturava escrevendo o trabalho do Théo, lembrei de vir aqui. E, ao entrar, li os novos posts do Daniel e da Ana. Não basta somente comentar. Tive que vir aqui e, como Zeca Pagodinho, "pendurar uma faixa amarela na entrada da favela": Vocês dois me encantam com tamanha complexidade.
Rasgações de seda à parte, percebi que o mundo também pode ser belo visto com olhares densos, que buscam incessantemente definir o mistério que somos nós.
Conhecimento é, muitas vezes (e eu que o diga), sinônimo de sofrimento, de angústia, de sacrifício, de (in)término. Esperança que se esvai com a "infrutífera VAIDADE do saber"¹ dentro do lugar aonde nos conhecemos ou com a incredulidade de que o mundo será menos individualista.
Então obrigada à vocês, meus amigos, por conhecerem. Obrigada por enxergarem, em cada um de nós, algo que seja digno de nota. Obrigada por se indagarem. Obrigada por reconhecerem . E, acima de tudo, obrigada por me ensinarem, cada dia mais, a decifrar a história de nosso mundo e a história de nossas vidas.
Momento Caio: [que] "a Mariana nos conte um pouco mais sobre o século XXII"²
Sempre soube que eu seria uma referência para a pós-contemporaneidade. Ahá-Uhú, o século XXII é MEU, não é NOSSO!
___________________
¹ MARTINS, Ana Carolina. Sobre esse espaço... in Blog Das coisas às palavras, post nº 4. Editora Blogger.com. 1ª edição, Rio de Janeiro, 2009.
² Ibidem.
O fim de mais uma estrada..
E eu não consigo escrever poesia, ainda. Eu não consigo seguir no escuro e marcar meus passos, nem cantar lembranças. Eu só posso lembrar de pessoas. Eu posso descrever cada um que me marcou nesses 17 anos. E eu não vou esquecê-los, nunca. Eu não vou esquecer o gosto amargo de cada palavra, o som reconfortante de cada sorriso, a importância de cada abraço. Pessoas me marcaram, não momentos. Afinal, eu nunca fui de aproveitar um momento até a última gota. Mas pessoas, sim. Com elas eu ri, chorei, amei, odiei, dancei, sonhei, beijei, prometi, abracei, aprendi. Cada uma me mostrou um pedacinho do intenso, me decifrou de uma maneira diferente, me apresentou um horizonte desonhecido. E hoje, cada valor que eu tenho, eu devo as pessoas. Cada inferno que eu vivi e cada céu que eu toquei, eu devo aos olhares, às palavras. Cada sentimento que me invadiu, eu devo as dores e aos afagos..
Eu vou seguir amando pessoas, sempre. De perto e de longe, demais e de menos. Eu vou aprendendo a congelar momentos. Vou, enfim, cantar as memórias com a melodia da melhor fase da minha vida.. E vou escrever poesia. Lembrando de cada pessoa e despindo cada lembrança.."
Não sou boa para me expressar com a minha simplicidade - muito menos com a minha er(il)udição. O texto acima eu escrevi em 2006, quando me formei no terceiro ano. Ele se encaixa perfeitamente para introduzir o meu primeiro post (direito) neste blog.
Enquanto me torturava escrevendo o trabalho do Théo, lembrei de vir aqui. E, ao entrar, li os novos posts do Daniel e da Ana. Não basta somente comentar. Tive que vir aqui e, como Zeca Pagodinho, "pendurar uma faixa amarela na entrada da favela": Vocês dois me encantam com tamanha complexidade.
Rasgações de seda à parte, percebi que o mundo também pode ser belo visto com olhares densos, que buscam incessantemente definir o mistério que somos nós.
Conhecimento é, muitas vezes (e eu que o diga), sinônimo de sofrimento, de angústia, de sacrifício, de (in)término. Esperança que se esvai com a "infrutífera VAIDADE do saber"¹ dentro do lugar aonde nos conhecemos ou com a incredulidade de que o mundo será menos individualista.
Então obrigada à vocês, meus amigos, por conhecerem. Obrigada por enxergarem, em cada um de nós, algo que seja digno de nota. Obrigada por se indagarem. Obrigada por reconhecerem . E, acima de tudo, obrigada por me ensinarem, cada dia mais, a decifrar a história de nosso mundo e a história de nossas vidas.
Momento Caio: [que] "a Mariana nos conte um pouco mais sobre o século XXII"²
Sempre soube que eu seria uma referência para a pós-contemporaneidade. Ahá-Uhú, o século XXII é MEU, não é NOSSO!
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¹ MARTINS, Ana Carolina. Sobre esse espaço... in Blog Das coisas às palavras, post nº 4. Editora Blogger.com. 1ª edição, Rio de Janeiro, 2009.
² Ibidem.